terça-feira, 15 de maio de 2012

Canto à Diana


Uma das transcrições de uma percepção da Deusa, feita após um rito em sua honra, com Ela em perfeita harmonia e resplandecente no meu espírito busquei dar forma a energia que  a grande mãe flui e manifesta em mim, hoje e sempre.






Eu era o nada, o escuro perfeito e sem fim; fecunda em minha existência, germinei... Fiz de meus galhos secos e úmidos ninho de meu renascimento, a serpente que fuça ávida o desconhecido.

Eu era a vida, latejante de vontade, a desbravadora dos bosques, a guerreira cuja a caça se ofertava em sacrifício, ao perceber meu caminhar silente e certeiro sobre a relva. Eu era a conquista, a música e o artista.

Então, a vida transbordou em mim , e com um suspiro eterno me tornei a Grande Roda de Prata, O circulo sagrado que habita o céu noturno, plena chamei por minhas filhas; e festejei com elas a dádiva da existência.

E da dança sagrada da vida, eu me transformei novamente.. fui o silêncio do entardecer, fui a raiz da alma, e o adormecer suave do coração verdejante de Gaia.

Eu fui, sou e serei Aquela que guarda a humanidade por toda sua existência até que voltem ao meu colo e recebam o acalento, de sua Grande Mãe, de seu Grande Mistério.

Kandake Dublaidd

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