Mãos nas mãos, olhos nos olhos..
Coração com coração..
Me percebo me conecto ao círculo
Grande Mãe elo divino!
Kandake.
domingo, 7 de outubro de 2012
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Arianrhod
Mirei o crescente lunar se completando.. a roda de prata ansiando seu giro de eterno espiral, então cantei à Arianrhod um verso que meu coração escreveu ao enxergá-la pedindo passagem..
Kandake Dublaidd
Arianrhod.
Eu sou filha da Lua cheia,
O céu estrelado vela meu sono em noite escura,
Descanso então, em fé perfeita no colo da Terra,
Eu sou filha da Lua cheia!
Minha mãe, guarda a balança que pesa a alma do mundo.
Tudo me dá e tudo me
faz retribuir.
Eu sou filha da Deusa que permeia o firmamento,
Eu sou Ela e Ela sou eu.
Sopro meu intento pelos ventos,
E recebo só o que me é de direito...
Teço e enlaço, sou senhora de meu destino.
Sigo à sua ordem de amor sob todos os seres..
E Ela em resposta oferta seu cálice sagrado
refletido em bênçãos.
Eu sou filha da Lua cheia!
Ando nas noites sem medo,
Carrego seus mistérios,
Curvo-me a sabedoria da Grande mãe,
Mergulhando em seu eterno útero,
sua escuridão.
Pois,eu ..
Eu sou filha da Mãe da Magia!
Eu sou filha da Mãe da Magia!
Do meu nascimento até minha morte
Ela conjura meu nome despertando
Toda a magia adormecida
em meu espírito.
E é desta forma que nos encontramos..
Eu parida de mim mesma,
Dançando em êxtase pela alegria da vida
E pelo silêncio da morte;
Ofertando meu mais puro dom à mim e a
Essência de minha alma para Ela,
Assim somos
Música e melodia,
Corpo e sangue..
Filha e mãe.
E assim seremos até o espiral do infinito..
Kandake Dublaidd
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Irmandade, vício e virtude.
A bruxaria é uma religião erigida em um pilar chamado
irmandade, deste pilar sustenta-se sua tríplice divina: Imanência, comunidade e
Poder interno; Jovem, mãe anciã, vida-morte-vida; Todas as formas de
manifestações cíclicas são os Deuses representados em suas mais variadas faces,
o caminho do neófito passa pela conscientização das forças naturais e seus
eternos movimentos tanto externos como internos.
Quando iniciamos o caminho da Deusa, logo somos apresentados
à um preceito de amor e confiança -um antigo juramento inserido no caminho da
velha arte devido as perseguições inquisitivas do século XII- Mas, além de seu
intuito de proteção de clã; amor e confiança é um juramento repleto de
significados implícitos que se manifestam ao longo da jornada Iniciática e
individual, que acima de tudo denota o ensinamento de que não há completo
crescimento fora do conceito comunidade¹. Quando nos aproximamos cada vez mais
e verdadeiramente da fonte primordial e evolutiva que é a Deusa, percebemos que
amor e confiança é uma ferramenta que busca esclarecer o outro como ser-divino
em processo de ascensão evolutiva, e entenda-se aqui ascensão como a jornada do
espírito em desenvolvimento pelo plano terreno.
Ao jurar amor e confiança à um determinado grupo estamos
selando um pacto de honra conosco, onde conseqüentemente prometemos à outrém,
manter a força do ego sob o controle da luz consciente para que não haja
repercussões de egoísmo, vaidade e orgulho; Quando jurado sob a luz da
consciência ele leva à um processo de apoio e valorização do irmão sem intervir
diretamente em seus processos espirituais, pois é compreendido que cada ser
passa por uma espiral de evolução única e forçar e/ou auxiliar esse processo
veementemente é como obrigar o abertura
de um casulo com uma faca, a borboleta não nasce!
É comum ao longo do caminho, este sagrado liame ser
recostado como apoio para vícios, onde em teoria se presta cuidado ao irmão até
mesmo quando este começa a ferir-se e este não é o verdadeiro ensinamento que
o juramente traz, não passando assim de
subterfúgios de uma mente escravizada
que necessita de apoio moral para continuar o seu processo de
autodestruição como se fosse divino. Cabe então à irmandade como força cíclica
da Deusa assistir o processo apenas em assistência e não mais em apoio, deixando que os processos evolutivos se findem
até que o outro irmão receba luz divina de
sua total conscientização.
Pois até a Deusa negra - aquela que é temida e respeitada
por todos os Deuses- possui sua luz
fosforescente ; Sua luz é sua capacidade de se ordenar sem cair no caos dos
instintos e forças naturais, se não Ela não seria a Mãe negra, mas apenas mais
uma escrava de sua própria sombra.
Hoje e Sempre,
Kandake Dublaidd.
domingo, 12 de agosto de 2012
Poder
Eis o poder: seus palácios
hospedam reis e vassalos,
messalinas, pajens glabros,
eunucos, aias, lacaios,
e até artistas e ratos.
Uma só migalha basta
à sordícia que se alastra,
e pronto surge uma talha
onde o cenário é lavado
para o próximo espetáculo.
O poder é assim: devasta,
corrompe, avilta, enxovalha,
do reles pároco ao papa,
e não há um só que escape
ao seu melífluo contágio.
Se alguém o nega ou o afasta,
compram-no logo, à socapa,
a peso de ouro ou de prata.
E se acaso não o fazem,
mais simples ainda: matam-no.
Tem o poder muitas faces :
a que se crispa, indignada,
a que te olha de soslaio,
a que purga e chega às lágrimas,
a que se oculta, enigmática.
Mas são apenas disfarce,
formas várias que se esgarçam,
por entre véus e grinaldas,
porque assim vertem mais fácil
o vitríolo em tua taça.
E tu, rei de Tule, aos lábios
leva sempre, ávido, o cálice,
não por amor nem saudade
de quem se foi, entre as vagas,
de um castelo à orla do mar,
mas só porque, embriagado,
são de engodo as tuas asas
e de cobiça os teus passos,
que vão aquém das sandálias
e se arrastam rumo ao nada.
O poder é aquele pássaro
que te aguarda sob os galhos.
Tudo ele dá, perdulário,
De ti quer apenas a alma,
Por inteiro. Ou a retalho.
Ivan Junqueira
hospedam reis e vassalos,
messalinas, pajens glabros,
eunucos, aias, lacaios,
e até artistas e ratos.
Uma só migalha basta
à sordícia que se alastra,
e pronto surge uma talha
onde o cenário é lavado
para o próximo espetáculo.
O poder é assim: devasta,
corrompe, avilta, enxovalha,
do reles pároco ao papa,
e não há um só que escape
ao seu melífluo contágio.
Se alguém o nega ou o afasta,
compram-no logo, à socapa,
a peso de ouro ou de prata.
E se acaso não o fazem,
mais simples ainda: matam-no.
Tem o poder muitas faces :
a que se crispa, indignada,
a que te olha de soslaio,
a que purga e chega às lágrimas,
a que se oculta, enigmática.
Mas são apenas disfarce,
formas várias que se esgarçam,
por entre véus e grinaldas,
porque assim vertem mais fácil
o vitríolo em tua taça.
E tu, rei de Tule, aos lábios
leva sempre, ávido, o cálice,
não por amor nem saudade
de quem se foi, entre as vagas,
de um castelo à orla do mar,
mas só porque, embriagado,
são de engodo as tuas asas
e de cobiça os teus passos,
que vão aquém das sandálias
e se arrastam rumo ao nada.
O poder é aquele pássaro
que te aguarda sob os galhos.
Tudo ele dá, perdulário,
De ti quer apenas a alma,
Por inteiro. Ou a retalho.
Ivan Junqueira
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Ave Urânia
"...Ao pisar no solo, toda terra floresceu a seus pés. Ladeavam-na Eros e Hímeros, os gênios do desejo amoroso, que a conduziram à assembléia dos deuses. assim que o mar lhe deu nascimento: o úmido Zéfiro a impeliu, com a suave espuma das ondas, rumo a Chipre.A mesma majestade com que ela enche toda a natureza fez do mar o local de sua aparição. Seu advento aplaina as ondas e faz a superfície das águas fulgir como uma jóia. Ela é o divino encanto do mar calmo e da feliz travessia, assim como é o encanto da natureza florescente
Ela é denominada “deusa do mar sereno”, e faz com que os navios cheguem em boa hora ao porto; foi chamada de Eúploia, “que assegura a navegação propícia”, Akraía, “deusa dos promontórios” (porque lhe dedicavam templos em locais que são bem visíveis do mar), Pontía, “equórea”, isto é, “marítima”, e Nauarkhís, “senhora das naus”.
Ela que é a mais bela de todas as mulheres.. É ela a Divina Afrodite!"
(trechos do sexto hino órfico à Afrodite)
(trechos do sexto hino órfico à Afrodite)
quarta-feira, 11 de julho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Ao Deus Menino
O Sol renasceu,
A semente que traz a promessa de vida, respira em terra fértil.
Absoluta e pura a Grande mãe, pariu o sol prometido...
É dia de celeração!
Festejando a honra do solstício os sinos tilintam,
avisando o retorno do Deus-menino.
Sede bem-vindo, filho da Deusa!
Azevinho e pinhas completam o altar
e os galhos secos, outrora, adornos
vão à fogueira em estímulo solar.
Saúdo então a criança da promessa;
pois o Rito que se segue na vigília noturna,
deita nos braços da eterna deusa,
Na sagrada roda da vida, tributo com o peito reverberante em amor, graças à Yule.
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